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Em março deste ano, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) pediu às autoridades e governos de todos os países do mundo que se mobilizem para proteger suas abelhas, "aliadas-chave na luta contra a fome". Diversas espécies de diferentes partes do mundo estão sob risco de desaparecer, muito por conta do uso excessivo de produtos químicos agrícolas. E as consequências podem ser devastadoras para a produção de alimentos e para a preservação da biodiversidade. ⠀ ⠀ No Brasil, a situação também é preocupante. Na resistência, a bióloga Juliana Feres toca o projeto Hébora (@hebora_meldobrasil), em que ensina a meliponicultura para agricultoras da região de Ribeirão Preto, ou seja, capacita e qualifica a mão-de-obra feminina no campo. “Essas mulheres não se tornam só produtoras de mel, mas também protetoras das abelhas nativas brasileiras”, explica Juliana. Dá para apoiar o projeto comprando o mel pelo Instagram da marca, vai lá!⠀ ⠀ Fotos: Creative Commons

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Desde 2007, a empresária Janaína Tahira promove uma mistura entre a cultura japonesa e referências de outros lugares do mundo em sua loja, a Japonique ( @japonique), que fica na Vila Madalena, em São Paulo. Lá, rolam eventos que vão desde workshops sobre a confecção de kimonos até palestras culturais que mostram um Japão além das gueixas e cerejeiras. Este sábado (6), a Japonique recebe uma conversa sobre a história da homossexualidade no Japão, entre 15h e 17h. Quem fala sobre o tema é Diogo Kaupatez ( @diogokaupatez), fundador da editora C33 ( @velhogordo) e tradutor do livro “O Belo Caminho: história da homossexualidade no Japão”, de Gary P. Ele conta que, para a surpresa de muitos, o sexo entre homens era algo comum e até mesmo celebrado no Japão, praticado por monges e samurais. “No período de um século, surgiram os conceitos de homofobia e de que o homossexual era alguém que necessitava de desenvolvimento espiritual”, diz. O livro está à venda na Japonique e na Amazon. Fotos: Domínio público

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Sabia que a indústria da moda desperdiça um caminhão de resíduo têxtil por segundo? O dado do relatório "A economia têxtil: Redesenhando o futuro da moda” reforça a urgência em repensarmos nosso consumo de roupas. E é exatamente com essa preocupação que a @ahlma.cc criou sua primeira coleção para a @casadecriadores, que rola em São Paulo até segunda, dia 8. “Sempre trabalhamos com recuperação de tecidos e reaproveitamento de sobras ou estoque parado, e queríamos que o desfile tivesse a mesma pegada”, conta André Carvalhal ( @carvalhando), diretor cocriativo da marca. Todas as peças foram criadas a partir de outras que já existiam, em uma parceria com a Associação Santo Agostinho ( @asatransforma). A Ahlma comprou as peças, convidou @dudubertholini, @fkawallys e @mistikaselvagem para fazerem o styling e reconstruí-las e, agora, parte da coleção será vendida na associação. “Além de evitar o desperdício, essa é uma forma de gerar renda para o trabalho da ASA novamente”, completa André. Fotos: AgênciaFotosite/Divulgação

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“Temos milhares de ativistas defendendo nosso código florestal. Ao fazerem isso, dão qualidade de vida para todos nós, em todo o planeta. Como eles são recompensados por este trabalho? Ameaçados de morte ou assassinados. Diariamente, todos os dias. Falar de ativismo ambiental é dar luz a todas estas pessoas maravilhosas, de alma grande. É honrá-las. E espero que isso traga a necessidade urgente de protegê-las”, diz a diretora Estela Renner, que assina a série Aruanas, que estreou esta semana pela Globo Play, plataforma de streaming do Grupo Globo. Na trama, Taís Araújo ( @taisdeverdade), Debora Falabella ( @deborafalabellaoficial), Leandra Leal ( @leandraleal) e Thainá Duarte (@thainaduarteoficial)vivem ativistas que investigam as atividades de uma mineradora que atua na Amazônia e acabam descobrindo um grande esquema de crimes ambientais envolvendo garimpos ilegais. O elenco conta ainda como Camila Pitanga ( @caiapitanga) como uma das vilãs da história. “Acho que o ponto forte deste trabalho é termos conseguido fazer uma série envolvente, com personagens e tramas fortes e, ao mesmo tempo, conquistado um espaço importante para falarmos de vida. Floresta é vida”, conta Estela, que também escreveu o roteiro da série. Foto: Fabio Rocha/Divulgação

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“Biologicamente falando, não há um dia do mês em que a taxa hormonal da mulher seja igual à do dia anterior e nem à do dia seguinte. Parêntesis, por favor... Como é que poderíamos querer ser estáveis diante dessa informação? A mulher que espirala é aquela que se atravessa e abre caminhos.A eterna inconformada, que de tempos em tempos precisa provocar o contorno de sempre, pois já não cabe mais nele. Eu vejo essas mulheres como as grandes professoras de humanidade. Primeiro elas se tornam humanas, ou seja, com todas as suas nuances incluídas, e depois se manifestam inteiras. Não é para qualquer uma. São as que abrem a tangente da vida, pois a sua existência pede mais espaço. Só espirala de verdade a mulher que sabe de si e confia no potencial do outro. Ela não se identifica em salvar ninguém... Ela não cabe no arquétipo materno de sempre. Ela sabe que amar liberta." Confira no link da bio a coluna que @maricogswell escreveu pra Tpm a convite da @BuscofemBrasil. #SeuForteÉSerMulher #TáNoSangue

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Na teoria, transar nunca foi tão fácil. Somos livres para falar e experimentar as mais diversas modalidades de sexo, livres para estabelecer qualquer tipo de acordo – de relacionamentos abertos a poliamorosos – e livres para pegar o celular e acessar um menu de infinitas pessoas nos aplicativos e redes sociais. Mas isso não significa necessariamente que todo mundo está transando muito, de todas as maneiras e gozando pelos poros. Na verdade, as estatísticas têm demonstrado o contrário: estamos fazendo menos sexo do que as gerações anteriores. Um estudo da Universidade de Cambridge avaliou que, em 1990, os casais faziam sexo, em média, cinco vezes por mês. Em 2000, a mesma pesquisa mostrou que o número passou a quatro vezes por mês e, em 2010, a três vezes por mês. Se continuar assim, em 2030 os casais correm o risco de não fazer mais sexo. O que está rolando com nosso tesão? o texto completo da terapueta Ana Canosa ( @anacanosa) está no link da bio, vai lá! Arte: @la.salo

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"Se esta coletânea fosse um filho, certamente seria uma menina", conta Augusto Olivani ( @trepanado), DJ, produtor e nome à frente da Selvagem ( @festaselvagem), festa eletrônica paulistana que já rodou o mundo, e do selo Selva Discos. Augusto acaba de lançar pelo selo nova-iorquino Hello Sailor a compilação Street Soul Brasil (1987-1995). "Ela explora algo único da cultura de pista de dança no Brasil que é a música lenta. No Rio, era o chamado 'charme' que tocava nos bailes dos anos 80. Em São Paulo, era comum ter esses momentos em festas tipo Chic Show", conta. E as mulheres dominam a compilação: "São três trios femininos (Afrodite Se Quiser, Lilith e Damas do Rap), além da participação de grandes cantoras do pop nacional como Fernanda Abreu ( @fernandaabreureal) e Marina Lima ( @marinalimax1), e da pioneira do rap Sharylaine. Havia uma sonoridade comum entre elas, mesmo que sejam canções que transitem entre o pop meloso e o rap romântico". A coletânea está disponível na página do selo no SoundCloud, bora pra pista! Fotos: Reprodução

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Tem fases em que Clarice Falcão ( @clarafalcao) ocupa seu tempo com tantas atividades que não sobra tempo para pensar. Em outras, ela prefere ficar na horizontal, deitada, assistindo ao tempo passar. Os picos de ansiedade e as baixas depressivas estão presentes em sua vida e são o tema principal de seu terceiro disco, Tem Conserto, marcado por house music, techno e batidas oitentistas. “O disco de agora é muito de compositora, eu sou muito mais honesta. O primeiro e o segundo são mais narrativos, tem um personagem ali, tem uma coisa que às vezes era quase texto, não tão música.”⠀ ⠀ “Só saiu música que pelo menos tangencia esse assunto [depressão e ansiedade]. Mas óbvio que dá um medo. Você pensa: "Eita, é sobre isso mesmo que eu vou falar? Depressão em um disco de pista?". Mas não tinha muito o que fazer, tem uma hora que o assunto vem muito na sua mente”, conta. O próximo show da carioca rola no dia 7, no Sesc Pompeia, em São Paulo.⠀ ⠀ Foto: Pedro Pinho/Divulgação

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Desde 2014, o Everyday Brasil ( @everydaybrasil) posta diariamente imagens que documentam o cotidiano de norte a sul do país. A página faz parte do projeto fotográfico global Everyday projects, que surgiu na África com o objetivo de desconstruir clichês que são, geralmente, atribuídos ao continente. Para Ivana Debértolis ( @ivanadebertolis), fotógrafa fundadora do projeto no Brasil, a principal razão de trazer a ideia para o país é divulgar nossa riqueza cultural. “Nosso foco é divulgar a diversidade na sua abrangência, são pessoas, lugares, situações.” Hoje, o projeto conta com um time de fotógrafos espalhados por todas as regiões do país. "Se acontece algo em qualquer lugar temos alguém para cobrir”, diz Ivana. O Everyday Brasil participa da curadoria da 9ª Mostra SP de Fotografia, que rola dos dias 03/07 ao 04/08 na Vila Madalena. Vai lá! Fotos: Alex Almeida / Andressa Zumpano / Matheus Sá Motta / Daniel Marenco / Andre Coelho / Leonardo Milano

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No novo episódio da série "Seu forte é ser mulher", a professora e liderança indígena Jerá fala sobre a menstruação dentro das aldeias. "Para a cultura guarani, é um momento bastante esperado e recebido como uma coisa muito bonita e importante", conta. Pela tradição, os dias do ciclo são dias de resguardo. Mas as mudanças na forma de viver em algumas aldeias já não permite mais que as mulheres descansem e deixem as suas tarefas aos cuidados dos parceiros ou filhos mais velhos. Arraste para o lado pra ver o vídeo completo num oferecimento da @BuscofemBrasil. #Seuforteésermulher #Tánosangue

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Cris dos Prazeres cria pontes entre o morro e o mercado de tecnologia. Mulher negra e nordestina, ela lidera o programa Vai na Web ( @vainaweb), que oferece aulas gratuitas de programação para jovens pobres do Complexo do Alemão e do Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro. Criado em 2017, o projeto já formou mais de 200 estudantes, com idades entre 16 e 29 anos. Mais da metade conseguiu uma colocação no mercado de tecnologia. “Eles se sentem extremamente importantes programando, dominando uma linguagem de ponta”, comenta Cris.⠀ ⠀ Os estudantes têm aulas gratuitas três vezes por semana, que vão além do aprendizado de linguagens de programação: um dia é reservado para palestras voltadas para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, incluindo comunicação não violenta. “Não queremos só qualificá-los para o mercado, mas também trabalhar a condição de estarem dentro de uma empresa, eles precisam se sentir em casa.”⠀ ⠀ Foto: Divulgação⠀

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Fernanda Montenegro ( @fernandamontenegrooficial) e Fernanda Torres ( @oficialfernandatorres) dão vida à arquiteta modernista Lina Bo Bardi na vídeo-instalação “A marvellous entanglement”, concebida e dirigida pelo artista britânico Isaac Julien. As atrizes interpretam Lina em diferentes fases da vida na obra, que é composta por nove projeções e está sendo exibida até dia 27 de julho na tradicional galeria de arte Victoria Miro ( @victoriamirogallery), em Londres, ainda sem data de estreia no Brasil. A arquiteta ítalo-brasileira é conhecida por ter projetado o MASP (Museu de Arte de São Paulo) e dedicado sua vida profissional para promover o potencial social e cultural da arte. As filmagens aconteceram em julho do ano passado em sete edifícios projetados por Lina, sendo quatro em Salvador: o Espaço Coaty, o Teatro Gregório de Mattos, a Casa do Benin e o Museu de Arte da Bahia. Foto: Reprodução

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Naruna Costa ( @narunacosta) foi a primeira mulher negra a receber o troféu de melhor direção teatral da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo espetáculo “Buraquinhos ou o vento é inimigo do picumã”. Escrito por Jhonny Salaberg (@jhonny.salaberg), o drama conta a história de um menino negro da periferia de São Paulo que corre o mundo para fugir da violência policial. “Hoje conseguimos dizer que vivemos em um país racista. Nós fomos nos fortalecendo a partir de muita luta e agora já não é mais possível esconder essa realidade. Por isso é urgente que a gente fale sobre ela”, diz a atriz e diretora sobre a importância da peça, que é interpretada por três jovens negros das periferias de São Paulo. Naruna acredita que não é só a mulher negra que ganha com a conquista do prêmio, que só teve a primeira vencedora feminina no ano passado e até pouco tempo se chamava “Melhor diretor”. “É a periferia, a favela subindo naquele palco e conquistando esse prêmio que tradicionalmente foi destinado aos homens brancos” explica. “Tem uma felicidade de ver a possibilidade de um avanço histórico, de um passo que conquistamos e que vai ser difícil tirar de nós”, completa. Foto: José de Holanda

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A Parada do Orgulho LGBT+ realiza sua 23ª edição em São Paulo refletindo sobre o legado da rebelião de Stonewall. A Tpm foi pra Avenida Paulista a convite da @DoritosBrasil entender como quem está por lá expressa sua essência e autenticidade. “Hoje estamos aqui com a Doritos e ser reconhecido é muito gratificante. Eu queria muito ser quem eu sou, mas tinha medo do julgamento. To aqui representando muita gente. Vim da quebrada”, contou Guigo, do grupo @QuebradaQueer, parceiro da Doritos. Vai lá nos Stories conferir tudo que rolou! #doritosrainbow #pride #RevistaTpm

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No perfil @coll.sue, a paulista Sue Gondek retrata em suas colagens, digitais e analógicas, temas relacionados ao universo feminino . "Ali posso juntar imagens já existentes e transformá-las em algo novo”, diz. A artista acredita que este é um momento propício para que sua arte assuma um tom mais ativista. “A colagem é como um lambe-lambe colado no muro, mas, como é digital, se torna mais fácil das pessoas compartilharem”. Uma das causas que toca a artista é a do futebol feminino. "A Marta, por exemplo, é uma jogadora maravilhosa e as pessoas insistem em falar só do Neymar. Eu fiz a colagem das meninas da seleção justamente com o objetivo de ser um incentivo, para que as pessoas pudessem compartilhar e mostrar que estão ali torcendo.”

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“Agora estamos vivendo um momento no Brasil que pede mais de nós, acadêmicos. Pede uma face pública”, diz a antropóloga Lilia Katri Moritz Schwarcz, que, de 2015 pra cá, decidiu “dar a cara à tapa” na internet. Assim, paralelamente à sua consolidada carreira universitária, entre aulas na USP, conferências e congressos científicos, ela vem tentando dialogar com outros públicos no Instagram, onde o perfil @liliaschwarcz soma mais de 60 mil seguidores. Além de publicar textões sobre política, ela lançou recentemente “Sobre o autoritarismo no Brasil”, livro em que reflete sobre formação do país: “A quem assiste da arquibancada ao crescimento de uma política de ódios e que transforma adversários em inimigos, convido para uma viagem rumo à nossa própria história". Segue lá! Foto: Divulgação

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Trocar ideias, referências e percepções sobre o feminino — e sobre qualquer outro assunto — com outras mulheres é dos caminhos mais poderosos para o tão almejado empoderamento. Há três anos, a francesa Laetitia Duveau pesquisa trampos artísticos assinados por mulheres ao redor do mundo para compor a plataforma on-line Curated by Girls ( @curatedbygirls). “Divulgar o trabalho de mulheres é uma afirmação da ideia de que podemos ser tão talentosas quanto os homens e que nossa visão vale muito mais do que a sociedade machista quer nos fazer crer”, diz a curadora.⠀ ⠀ Na foto, obra do projeto "DE-FORMADA", parceria entre a fotógrafa espanhola Júlia Peró (@julia___pero) e a fashion stylist Andrea Fernández (@an.fedez). Explorando a nudez dentro de um universo multicolorido que brinca com movimentos lúdicos, a dupla promove uma ode à liberdade do corpo feminino. Quer vai mais? Link na bio!

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Lellê ( @lelle) lança hoje “Mexe a Raba”, single que anuncia o início de sua carreira solo. Famosa desde os 11 anos por seu estilo único de dançar funk, foi como vocalista do grupo carioca Dream Team do Passinho que ela ficou conhecida em todo o Brasil. A música e o clipe, que Lellê assina como diretora, trazem influências de personalidades negras e programas dos anos 70, como Diana Ross e Donna Summer, misturados com trap. “Conforme fui me descobrindo como mulher negra, fiquei de frente com essas músicas. A década de 70 me chocou por conta da dança, do posicionamento político, da moda”, diz. Além disso, o refrão da música faz uma homenagem a Batekoo, festa que ela ama e que marca o fortalecimento do movimento negro no Brasil. “A Batekoo hoje é um lugar de segurança para as pessoas negras”, afirma a cantora. Foto: Divulgação

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Amanhã (13), às 13h, rola o segundo jogo da seleção brasileira de futebol feminino na Copa do Mundo. Na estreia, vencemos a Jamaica por 3x0, com três gols de Cristiane. Agora, o confronto será contra o time da Austrália. Esta edição do torneio, que acontece na França, está sendo marcada pelos recordes de público, tanto nas televisões quanto nos estádios. Dos 52 jogos do torneio, 14 já estão com a lotação máxima garantida.⠀ ⠀ Mesmo com mais visibilidade, as jogadoras ainda enfrentam muitos problemas dentro e fora dos campos. “A dificuldade que achamos lá atrás foi um início para que pudéssemos ter o que temos hoje, melhorou para as outras que estão chegando. Então não tem que relaxar, tem que continuar a cobrança”, diz a meia de campo Formiga que, aos 41 anos e em sua sua sétima Copa, é a recordista entre homens e mulheres de participações em mundiais. Não tem como nao tocer por essas mulheres. Bora!⠀ ⠀ Foto: CBF/Assessoria

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⠀ Marielle apareceu na vida de Monica Benicio ( @monicaterezabenicio) logo que a arquiteta terminou a escola. Mas elas não embarcaram em um relacionamento amoroso logo de cara. Demorou até rolar o primeiro beijo, acidental, seguido por outros vários nem tão acidentais assim. O processo até assumirem um relacionamento também foi longo e complicado. “Fomos criadas em ambientes muito LGBTfóbicos. Tinha o nosso próprio preconceito a ser superado.” Durante muitos anos, as duas terminaram e voltaram várias vezes e chegaram a se casar com outras pessoas: Marielle com um homem, Monica com uma mulher. “Só encontramos uma maneira de dar certo juntas tempos mais tarde, mas sempre fomos apaixonadas e nunca deixamos de nos falar”.⠀ ⠀ ⠀ Quando Marielle foi assassinada, as duas estavam morando juntas e vivendo um momento feliz do relacionamento. Monica perdeu o chão. Se por dentro era só desespero, por fora transparecia serenidade. “As pessoas vinham me parabenizar pela minha força e eu achava que estavam me confundindo. A imagem que tinha da minha vida não tinha nada a ver com a Monica que estava se tornando figura pública”. A vida tomou caminhos tão inesperados que Monica não sabe dizer ao certo quem é, do que gosta e o que planeja para o futuro. Sua única certeza é o que precisa para seguir em frente: “Quero responder quem foi que mandou matar a Marielle. O resto resolvo depois”. Leia o perfil completo no link da bio!⠀ ⠀ Foto: Pablo Saborido (@pablo_saborido)

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Junho é o mês do orgulho LGBT e, no próximo dia 21, rola em São Paulo a segunda Marcha do Orgulho Trans. A cartunista Laerte Coutinho ( @laertegenial), a funkeira Pepita ( @pepita), a sargenta Bruna Benevides e a deputada estadual Erica Malunguinho ( @Ericamalunguinho) são algumas das convidadas do desfile, marcado para às 12h, no Largo do Arouche. "Orgulho trans é arte, cultura e política. Aqui se faz arte e se pensa cultura fazendo política", disse Malunguinho, em discurso na primeira edição do evento, no ano passado. A Marcha é uma iniciativa da [SSEX BBOX] ( @ssexbbox), que há mais de 10 anos pesquisa e materializa produções sobre gênero e sexualidade. Foto: Erica Malunguinho, por BemTVCreative Commons

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A recente onda de conservadorismo que se instalou na política internacional, muito marcada pela eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em 2016, trouxe de volta obras dos anos 70 e 80 que imaginaram de forma distópica o futuro das mulheres. "’O conto da Aia’, de Margaret Atwood, foi best seller nos anos 80 e voltou à lista de mais vendidos nos últimos anos", diz a escritora e pesquisadora Ana Rüsche ( @anarusche). O livro virou série pelo serviço de streaming Hulu, fez sucesso em diversos países, incluindo o Brasil, e venceu premiações importantes como o Emmy e o Globo de Ouro. “Agora precisamos valorizar as escritoras contemporâneas”, diz Ana. Como diz o poeta Paulo Ferraz, “só o impensável é impossível” e, se a gente não pensa no que pode acontecer, as coisas não acontecem. Fortalecer as mulheres que estão se dedicando a imaginar e tornar possível uma realidade em que as seremos protagonistas de nossas próprias histórias é um dos caminhos para começar a transformar o futuro utópico em presente cotidiano. Por isso, pedimos para Ana, que está lançando este mês o romance fantástico "A telepatia são os outros", uma lista com dicas de obras imperdíveis assinadas por mulheres. O link tá na bio, vai lá! Foto: Divulgação

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Estreia amanhã (7), na Netflix, a produção espanhola “Elisa e Marcela”. Baseado em uma história real, o filme relata o primeiro casamento homossexual da Espanha, que aconteceu em 1901, mais de 100 anos antes da união entre pessoas do mesmo sexo ser legalizada no país. Na história, Elisa Sánchez Loriga assume uma identidade masculina para se casar com Marcela Gracia Ibeas, enganando até mesmo a igreja. O longa, gravado em preto e branco entre Catalunha e Galiza, é dirigido pela espanhola Isabel Coixet, que ficou conhecida ano passado pelo premiado filme “A livraria”. “Elisa & Marcela é um projeto que eu sonhei, imaginei e desejei desenvolver há muito tempo. Quando eu descobri a história dessas duas mulheres que desafiaram não só a sociedade, mas a igreja e o conservadorismo com tanta bravura e paixão inacreditável, eu soube que era uma história que eu queria e precisava contar”, diz Isabel. Foto: Divulgação

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Dona do primeiro título brasileiro de surf feminino, a gaúcha Roberta Borges ( @robertaborgesphoto) é também fotógrafa e tem no mar sua principal inspiração. “Quero chamar atenção das pessoas para a triste situação dos oceanos”, diz. Entre 2011 e 2018, em Garopaba, Santa Catarina, ela fotografou as ondas sob o último resquício de luz do dia. O resultado é a série “Lastlight”, vencedora do Prêmio Internacional A'Design Award 2019 ,na categoria Photo/Fine Art Photography . A série será exposta na Itália e na França. “Foi a forma que encontrei para expressar minha preocupação com a negligência com o mar. A escuridão representa a morte, os danos, a poluição. Mas ainda há chance de salvação”. Fotos: @robertaborgesphoto

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Foi com as mulheres que Anelis Assumpção ( @aassumpcao) aprendeu a desenvolver um olhar que não se dá com os olhos. Para ela, essa observação feminina não se trata de uma mera visão. "Às vezes, o feminino está só no coração, então não se pode ver no corpo externo." Confira no link da bio a coluna que a cantora escreveu pra Tpm a convite da @BuscofemBrasil. #SeuForteÉSerMulher #TáNoSangue

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O advogado e jornalista Glenn Greenwald (@glenn.11.greenwald) ganhou notoriedade expondo escândalos envolvendo a espionagem americana a países do mundo todo, entre eles, o Brasil. Hoje, ele mora no Rio de Janeiro com David Miranda (@davidmirandario),seu marido e deputado federal pelo PSOL, que assumiu a cadeira deixada por Jean Wyllys, e os pequenos João, 12, e Jonathan, 10, adotados pelo casal em 2017. “Eu e o David estamos recebendo ameaças de morte o tempo todo. E o fato de termos visibilidade como um casal gay num país onde isso provoca muita raiva aumenta mais ainda nosso risco”, diz.⠀ ⠀ "Quando a polícia prendeu os assassinos da Marielle Franco, pegaram os computadores deles e descobriram que eles estavam monitorando outros jornalistas, políticos e ativistas. David estava na lista", conta. “Mas eu prefiro aceitar o risco e morar com dignidade, com coragem, exercendo meus direitos de fazer jornalismo, ativismo e denunciar o que acho injusto.” A matéria completa está no link da bio. Vai lá! ⠀ ⠀ Fotos: Glenn e David Miranda, seu marido, em sua casa, na Gávea e com os filhos João e Jonathan, recebendo Marielle Franco e Monica Benício / arquivo pessoal

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O som de BADSISTA (@bad.sista), que mistura funk com música eletrônica, saiu de Itaquera (zona leste de São Paulo) para ganhar as pistas pelo mundo. A DJ e produtora musical vem percorrendo festivais e rádios de países como Inglaterra, Alemanha e México, além de produzir para artistas como Lei Di Dai (@leididai.rainha), Jaloo ( @jaloomusic) e Linn da Quebrada ( @linndaquebrada). Aos 25 anos, levou o prêmio de melhor produtora musical no WME – Women’s Music Event Awards, de 2018. Rafaela Andrade é a caçula de dois irmãos e, inclusive, teve a ideia de se apresentar como BADSISTA (que significa “irmã má”, em inglês) depois de uma briga com um deles. No corre desde 2013, se tornou referência para garotas que querem seguir na carreira: “Eu não tinha uma mulher para ver e falar ‘nossa, vou fazer que nem ela’, saca? Então eu fui ser essa pessoa, mas o bagulho é maior do que eu, eu sou só uma peça pra cena continuar”, conta. Foto: Tauana Sofia/Divulgação

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A banda “As Bahias e a cozinha mineira” ( @asbahiaseacozinhamineira) lança hoje seu terceiro disco, “Tarântula”. Sucessor do premiado “Bixa”, o álbum traz composições feitas pelos três membros da banda: a paulista Raquel Virginia, a baiana Assucena Assucena e o mineiro Rafael Acerb. “Esse é um álbum de crônicas de relacionamentos fraturados, da violência brasileira, de sexo, da Bahia. São crônicas dessas personagens do século XXI, desse começo de século turbulento”, define Raquel.⠀ ⠀ ⠀ O afeto é um dos temas que permeia o disco, que traz tom doce e ao mesmo tempo político. “Quando uma mulher trans fala de afeto, ela está tentando conseguir um espaço onde seu corpo é um lugar para ser amado, e não hipersexualizado”, diz Assucena. As músicas exploram também a pluralidade em seus ritmos, que vão do samba ao universo pop. O álbum já tem três clipes, que estão disponíveis no canal de YouTube da banda. Vai lá!⠀ ⠀ Fotos: Divulgação

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A cantora Xênia França contou à Tpm como se reconciliou com seu ciclo menstrual. “Só agora consegui me libertar da ideia de que a menstruação era uma maldição”, conta. Hoje ela não abre mão do autocuidado, que vê como uma forma de fortalecimento - "as estruturas sociais cresceram em detrimento da energia da mulher e isso tem um motivo: a mulher tem muito poder.” Arraste pro lado pra ver o vídeo completo num oferecimento da @BuscofemBrasil. #Seuforteésermulher #Tánosangue

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Como será o futuro das mulheres? Imaginar como viveremos nas próximas décadas e séculos sempre foi uma das maiores fontes de inspiração para filmes, livros e todo tipo de ficção. Como a cultura pop aborda o futuro feminino? Será que mais utópico ou distópico? No próximo sábado (01/06), a Revista Tpm estará no Festival Path ( @festivalpath), principal evento focado em inovação e criatividade no Brasil, para pensar sobre o tema. Estarão com a gente Andreza Delgado ( @andrezadelgado_), produtora do PerifaCon ( @perifacon), Gabriela Franco, editora-chefe do site Minas Nerds ( @minasnerds), a escritora Ana Rüsche ( @anarusche) e a jornalista Julia Furrer ( @juliafurrer). O papo rola das 9h45 às 10h45, no Maksoud Plaza, em São Paulo. Fotos: Divulgação

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Autora do livro “Pornland: como a pornografia sequestrou nossa sexualidade”, a socióloga inglesa Gail Dines pesquisa e escreve há mais de 25 anos sobre a indústria pornô e encabeça uma ONG, a Culture Reframed, para que os pais saibam conversar sobre o assunto com seus filhos. “O problema é que a pornografia rouba dos adolescentes a descoberta da própria sexualidade, de como eles querem fazer na cama, sejam héteros, gays, bi... [A pornografia] dá um padrão e eles colocam na cabeça que há uma super performance e isso atrapalha.” Ela ainda afirma: “A pornografia acaba com a criatividade, com a intimidade, com a parte mais divertida do sexo.” Para Gail, não existe a possibilidade de uma indústria pornográfica que não seja nociva. “Pornografia tem que acabar pois é uma forma de escravidão sexual.” Leia a entrevista completa no link da Bio. Fotos: Divulgação e Fernando Martins ( @fernandomartinsdefreitas)

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Começou no último fim de semana a disputa por vagas entre as atletas para a estreia do skate nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Rolou em Londres a primeira etapa da Street League Skateboarding (SLS) e duas brasileiras garantiram lugar no pódio: Pamela Rosa ( @pamelarosaskt) ficou com o ouro e Rayssa Leal ( @rayssalealsk8), a Fadinha, de apenas 11 anos, garantiu o bronze. “Passa um filme na minha cabeça. Que dia incrível!”, escreveu Pamela em seu Instagram. O Brasil poderá levar até 12 atletas para a Olimpíada, sendo três no Park Feminino, três no Park Masculino, três no Street Feminino e três no Street Masculino. Começamos bem, bora! Foto: Divulgação/SLS

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Faz pouco tempo que Mayra Andrade ( @mayraandradeofficial), cantora e compositora de Cabo Verde, percebeu que as próprias experiências eram interessantes o suficiente para serem transformadas em músicas. Em seus primeiros discos, ela voltava sua sensibilidade para figuras marcantes da infância na África – mulheres de pescadores, camponeses, gente que a inspirava. Já em Manga, lançado em fevereiro, ela assume o papel de protagonista.⠀ “Percebi que minha vida não é desinteressante. Comecei a me expor de um jeito mais direto nas composições”, conta. ⠀ ⠀ Com mais dela nas letras, o disco ganhou contornos sensuais. “Para os meus braços envolverem-te e a tua coxa ser minha, tua saliva no meu pé, uma manga na tua boca”, canta, em crioulo cabo-verdiano, na faixa que dá título ao álbum. “A manga é uma metáfora do feminino, ela se transforma, muda de cor, de textura, 
de perfume. É uma fruta muito sensual.” ⠀ ⠀ ⠀ Foto: Autumn Sonnichsen ( @aquerida)⠀

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A fotógrafa Autumn Sonnichsen ( @aquerida) escreve sobre a chef Bel Coelho ( @belcoelho): “Lembro bem do nosso encontro em Salvador no dia de Iemanjá, você toda de branco, a franja bangunçada e o sorriso fácil. Lembro-me de ver você como mulher, mais do que como cozinheira ou uma pessoa bonita da TV. Pensei no dia em que chorei no seu restaurante. Engoli o choro quando você apareceu sorrindo na mesa, explicando o nono prato. Lembro-me da sua delicadeza – e da cachaça. Lembro do vento da Bahia e da sua coragem, do seu coração aberto. Assim como me lembro das formas com que você me alimentava sem saber. Você me disse que queria falar do corpo depois da maternidade. E eu queria falar de quem você é agora, da mulher que você virou”. Foto: @aquerida

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A exposição “À Nordeste”, que rola no Sesc 24 de Maio ( @sesc24demaio) até o dia 25 de agosto, reúne 275 trabalhos, que vão do barro aos memes, de mais de 160 artistas, nordestinos ou não. O coletivo Saquinho de Lixo ( @saquinhodelixo), a fotógrafa Bárbara Wagner ( @barbarawagner__) e o cineasta Glauber Rocha são alguns dos nomes da mostra. Com contextos, linguagens e interesses diversos, eles têm em comum uma produção pulsante, que problematiza os imaginários que se têm acerca da região. “Não temos qualquer pretensão em apresentar ao público o que é o Nordeste hoje, mas, sim, o que é estar à Nordeste”, diz Clarissa Diniz, uma das curadoras da exposição. A vídeoperformance “Mimoso”, da recifense Juliana Notari ( @junotari), mostra a artista sendo arrastada nua por um búfalo e, ao fim do vídeo, ela come o testículo do animal que foi castrado, algo comum da região da Ilha da Marajó, onde a obra foi desenvolvida. “Eu pude ressignificar uma prática corriqueira que acontece no local e trazer para o campo da arte, onde pode ser mais sacralizada”, disse a artista para o Prêmio PIPA de 2018. Foto: Divulgação

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Para quem achava que Luisa Marilac ( @luisamarilacc) estava numa pior, ela acaba de lançar "Eu, Travesti", autobiografia que a autora de um dos memes mais icônicos dos últimos anos escreveu em parceria com a jornalista Nana Queiroz. Luisa é parte de uma nova onda da literatura mundial: os livros assinados por autores transgêneros. Apesar desses títulos serem categorizados como “literatura transgênero”, a doutora em crítica literária pela Unicamp e autora do "E se eu fosse puta" (2016), Amara Moira ( @amoiramara) questiona essa ideia. “Não existe literatura transgênero. Existe literatura de autoria trans – que não necessariamente trata das nossas experiências. É o caso, por exemplo, de Freshwater , da nigeriana não-binária Akwaeke Emezi ( @azemezi), que conta a história de uma garota que tem o corpo dominado por espíritos malévolos e ocupou a lista dos livros mais notáveis de 2018 pelo The New York Times. Foto: Julia Rodrigues (@juliarodr.gues) /Divulgação

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Milly Lacombe ( @mlacombe) escreve sobre os cortes na educação pública brasileira:⠀ ⠀ "Brasil de 2019. Cá estamos mergulhados e mergulhadas em opressão e destruição lutando pelo básico: educação. Gratuita e para todos.Uma nação que congela investimentos em educação para depois cortar verba de pesquisa e das universidades como um todo é uma nação que quer formar apenas duas classes de cidadãos: os endinheirados e a mão de obra que irá servi-los. Uma sociedade onde os oprimidos não se percebem como tal é sempre pacata. Os problemas começam quando o oprimido entende o que está acontecendo. E está parecendo que a sociedade brasileira finalmente percebeu e acordou. Em todas as capitais, e em muitas cidades do país, milhares de nós foram às ruas berrar por educação pública.Educação nos equipa com consciência. Consciência nos prepara para lutar por liberdade. E o desejo por liberdade nos faz entender que, enquanto todos nós não formos livres, nenhum de nós de fato será.Fomos às ruas mostrar que não deixaremos que nossos direitos sejam retirados na marra. Não aceitaremos. Não nos curvaremos. Não recuaremos. Eles jamais passarão." O texto completo está no site da Tpm. Vai lá!⠀ ⠀ Foto: Julia Furrer ( @juliafurrer)

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Nos anos 80, a pedagoga Dagmar Garroux ( @tiadag), uma mulher de classe média alta, comprou uma casa onde planejava viver na zona sul de São Paulo. Logo depois, a região, o bairro Capão Redondo, foi ocupada por 60 favelas. Em vez de sair correndo dali, ela se tornou parte da comunidade e interferiu diretamente na qualidade de vida dos moradores. ⠀ ⠀ Em 1994, com seus próprios recursos, transformou o terreno que havia comprado na Casa do Zezinho, um centro de educação, diversão e cultura. Sem perceber, Dagmar virou a Tia Dag e já beneficiou mais de 20 mil jovens. Discípula de Paulo Freire, um dos maiores educadores de todos os tempos, Tia Dag foi homenageada pelo Prêmio Trip Transformadores em 2007. "Quem está no campo de batalha sabe que, neste país, jovem é problema em vez de ser solução", disse ao receber o troféu. Mais de dez anos depois, ainda é preciso defender educação como o único caminho para transformação social. “O importante é manter-se indignado o tempo todo e sair cutucando todo mundo”, diz Tia Dag. ⠀ ⠀ Fotos: Tia Dag , em 2007, por Bruno Miranda / Acervo TRIP e, no mesmo ano, recebendo o Prêmio Trip Transformadores, por Nelson Melo e Fernando Cavalcantti/Acervo TRIP⠀ ⠀ #triptransformadores

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Onde o budismo e a ciência se encontram? Aproximar espiritualidade e razão sempre moveu os estudos de inglesa Lama Caroline. Uma das vozes do budismo moderno, ela esteve hoje em São Paulo, a convite da Tpm e do espaço aFlora, (@aflora.co) e falou sobre sua trajetória no budismo. Nos anos 80, Caroline era uma adolescente punk interessada por física quântica. Mas, durante a faculdade, ela entendeu que não queria compreender a realidade através dos números. Encontrou o budismo e, há 33 anos, se dedica a essa sabedoria. “Assim como a ciência, o budismo acredita em causa e efeito, na interdependência”, explica. Vai lá no stories entender um pouco mais sobre as ideias de Lama Caroline! Foto: Centro de Dharma da Paz

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Já pensou como é menstruar pela primeira vez… depois de ser mãe? "Se eu praticamente tinha morrido e nascido outra mulher no parto, não foi diferente com tantas transformações físicas e hormonais que aconteceram depois, quando voltei a menstruar. A volta de um sangramento mensal me lembrou que além daquele zumbi exausto e apaixonado pela cria, eu também era mulher. Senti que a máquina tinha engatado novamente, sabe?", relembra @HelMother, nossa convidada para falar sobre as dores físicas, emocionais e simbólicas desse momento em uma coluna oferecida por @buscofembrasil, que está no site da Tpm. Vai lá! #SeuForteÉSerMulher #TáNoSangue Foto: Helena Wolfenson / TRIP Editora

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Dirigido por Estela Renner, o documentário “O Começo da Vida” foi o mais assistido nos cinemas brasileiros em 2016. O filme traz à tona a importância dos primeiros anos de vida de uma criança e mostra como o afeto é fundamental para o desenvolvimento. Gravado no Brasil e em mais oito países, o longa reúne entrevistas de especialistas e famílias de diferentes culturas e classes sociais. Em comemoração ao Dia das Mães, o filme ficará disponível on-line gratuitamente hoje na plataforma Videocamp (@_videocamp). “Acreditamos muito na democratização do acesso desde o inicio, histórias reais, urgentes e inspiradoras precisam chegar ao maior número de pessoas possível”, afirma Luana Lobo, sócia e diretora de distribuição híbrida da Maria Farinha Filmes, produtora do longa. Fotos: Cenas de “O Começo da Vida” / Divulgação

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A artista Bárbara Wagner ( @barbarawagner__) mergulhou no universo das swingueiras, fenômeno cultural recifense. “A swingueira é uma atualização de um conjunto de tradições como a quadrilha, a escola de samba e o trio elétrico, praticada de forma autônoma na periferia do Recife”, explica. Ao lado de Benjamin de Burca, ela trabalhou em parceria com os bailarinos da swingueira para definir o roteiro e outros aspectos do documentário musical “Swinguerra”, que será a representação oficial do Brasil na mais antiga bienal do mundo, a de Veneza. De 11 de maio a 24 de novembro, duas salas do pavilhão da exposição estarão ocupadas com as obras de Wagner. Uma das características principais do trabalho da brasiliense, que já conquistou espaço em alguns dos principais museus do mundo, é a exploração da maneira como cada pessoa articula e pensa a própria representação de sua imagem. Uma das estratégias da fotógrafa é o uso do flash. “O flash é um elemento que está ali marcando a bidimensionalidade da fotografia, mas mais do que isso ele dispara nas pessoas a vontade de performar e isso é muito poderoso”, explica. Foto: Cena de “Swinguerra”, por Bárbara Wagner e Benjamin de Burca

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O filme "Woman” investiga o universo feminino a partir de três mil entrevistas feitas com mulheres de 40 países, inclusive do Brasil. Nele, o criador do longa “Human”, o cineasta francês Yann Arthus-Bertrand ( @yannarthusbertrand), se junta à jornalista e cineasta ucraniana Anastasia Mikova para tratar de assuntos como sonhos, medos, sexo, violência, maternidade, família e trabalho no universo feminino. Com participações tanto de mulheres que nunca haviam falado em frente a uma câmera quanto de figuras conhecidas, como a ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson, e a atriz Cameron Diaz, os criadores esperam que documentário, que será lançado pela Netflix no próximo semestre, seja uma forma de apresentar ao mundo uma realidade que muitos não conhecem e nem desconfiam. “O filme evidencia a resiliência – esse poder da mulher de transformar a dor em algo positivo. Quando uma mulher testemunha é sempre muito forte”, conta Arthus-Bertrand. Fotos: Divulgação

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O longa “Chuva é cantoria na aldeia dos mortos” conta a história de Ihjãc, um jovem indígena do povo Krahô, do Tocantins, que tenta escapar do destino de ser o xamã de sua aldeia e busca abrigo na cidade dos brancos. O filme é uma produção luso-brasileira assinada pela diretora Renée Nader Messora, ao lado de João Salaviza. Desde 2009, Renée faz visitas frequentes ao povo Krahô, com quem desenvolveu um projeto de introdução do audiovisual da aldeia, com oficinas e disponibilização de equipamentos. Desse contato, surgiu o roteiro do filme, que rodou os festivais de todo mundo faturando dezenas de prêmios, entre eles o prêmio do júri da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes em 2018. Rola hoje, às 20h, na Matilha Cultural ( @matilhacultural), em São Paulo, uma exibição especial do filme com a presença dos diretores, que participarão de um debate depois de sessão. "É importante que a sociedade entenda que todas as tribos indígenas são guardiãs da floresta e respeitá-las e respeitar seus costumes é ajudar a preservar o que temos de mais importante, nossos recursos naturais", diz Patrícia Rabello, programadora do cinema da Matilha Cultural. Vai lá! Fotos: Divulgação

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Reconhecer e se apropriar dos próprios ciclos é um caminho para que as dores de ser mulher se transformem em verdadeiras fortalezas. Mas, será que as mulheres estão realmente por dentro da própria natureza? "No consultório, percebo que ainda existem aquelas que não sabem nomear suas genitálias, que fazem da TPM um problema e que desconhecem o ciclo menstrual", relata Telma Regina Mariotto Zakka, médica ginecologista, obstetra e especialista em dor crônica. ⠀ ⠀ A convite da Buscofem, Giselle Itié ( @gitie), Luedji Luna ( @luedjiluna), Aline Padilha ( @espacogaialuz) e Telma conversaram com a Tpm sobre menstruação. “Saber-se humana e sem a necessidade de ser forte o tempo todo é uma maneira de quebrar essa lógica que nos afasta da nossa própria natureza”, conta Luedji. “Escutar nosso corpo é o primeiro passo para se fortalecer enquanto mulher no mundo”, acrescenta Giselle.⠀ ⠀ Foto Giselle Itié: Divulgação | Foto Luedji Luna: Carol Aó

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Desde 2017, Fiamma Zarife é diretoria-geral do Twitter no Brasil. Adotado como principal meio de comunicação por autoridades como os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro (e até pelo Papa), o Twitter está no centro de diversas discussões públicas. “Queremos que a plataforma colabore para criarmos um mundo e uma sociedade melhores, para ampliar o repertório das pessoas. Mas temos que lembrar que a tecnologia é amoral. Ela é uma arena pública. O Twitter é o que o ser humano faz dele.”⠀ ⠀ Seu ritmo profissional intenso não é um problema para a família. “Tomamos consciência de que o trabalho me torna uma mulher e uma mãe muito melhor”, afirma. Mas para chegar a essa conclusão foi preciso percorrer um caminho de altos e baixos, fazer escolhas difíceis e aceitar verdades indiscutíveis: “O meu caminho é ‘fake it, until you make it’ [finja até que você se torne]. Porque a autoestima e a coragem são coisas que você exercita.”⠀ ⠀ Foto: Debby Gram ( @debbygram)

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“A sexualidade corresponde a uma grande força natural, imensurável, poderosa. Transformá-la no que a pornografia imagina, no que a propaganda impõe, no que esperam de você como mulher, é uma cilada”, disse a atriz Bruna Lombardi ( @brunalombardioficial) na edição especial da Casa Tpm. No primeiro dia do evento, reunimos mulheres com mais de 60 anos para um papo sobre um assunto que não tem idade: sexo. Além de Bruna, participaram da conversa a escritora Isabel Dias, autora do livro "32 - Um homem para cada ano que eu passei com você" e a terapeuta de casais Tai Castilho, mediadas pela jornalista Rita Lisauskas. Foto: @pablo_saborido

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A escritora e ativista Rosiska Darcy, 75 anos, passou a vida lutando pelos direitos das mulheres. Ela fez forte oposição à ditadura militar brasileira e denunciou casos de tortura contra presos políticos, o que resultou em seu exílio na Suíça por dez anos. A trajetória de Rosiska é revisitado no documentário “Elogio da liberdade”, que marca a estreia de Bianca Comparato ( @biancacomparato) como diretora. O filme estreou no canal MAX no emblemático 31 de março, que marca o Golpe Militar de 1964. “É uma mensagem também para a minha geração: que a gente não se intimide, não se deixe humilhar e não se apequene”, diz Bianca. ⠀ ⠀ Além do documentário, Bianca estreia ainda este ano outros três projetos: a terceira temporada da série "3%", da Netflix (sem data prevista), o longa de terror "Morto não fala" e "Intervenção", um drama de ação sobre as UPPs do Rio de Janeiro, ambos para o segundo semestre. ⠀ ⠀ Foto: Divulgação

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A maquiadora e apresentadora Vanessa Rozan ( @vanessarozan) foi uma das convidadas da mesa de abertura da edição especial da Casa Tpm. Ao lado de outras mulheres inspiradoras, Vanessa dividiu seus pensamentos com a plateia para tentar responder a seguinte pergunta: o que queremos dos nossos relacionamentos hoje? ⠀ ⠀ Na busca por respostas, é inevitável encontrarmos mais perguntas. “Por que a gente espera o ‘felizes para sempre’?”, questionou Vanessa, que seguiu com uma reflexão a respeito do relacionamento que as mulheres têm com elas mesmas. “Levando para o universo da beleza, mulheres têm relações com o corpo super destrutivas, mesmo sabendo que é uma questão cultural. A mulher vem na Casa Tpm, ouve podcasts, mas não consegue aplicar a si mesma. Eu sei que o casamento não dura pra sempre, mas a gente ainda está presa a isso”, completa a maquiadora. ⠀ ⠀ Foto: @pablo_saborido⠀ ⠀

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Referência na história do design durante a segunda metade do século 20, a poltrona UP 5&6, do italiano Gaetano Pesce (@gaetano.pesce), lançada em 1969, evocou o corpo feminino para despertar reflexões sobre machismo e violência contra a mulher. Pesce foi pioneiro em atribuir significado político a um móvel assinado.⠀ ⠀ Cinquenta anos depois, uma enorme instalação ocupa a Piazza Duomo, em Milão, para homenagear a obra. Com oito metros de altura, a peça tem uma esfera acorrentada ao pé, presa às imposições do mundo machista e suas consequências, e é perfurada por 400 flechas que representam os abusos sofridos diariamente pelas mulheres. Batizada de “Maestà Sofferente”, a obra fica exposta até o próximo dia 14.⠀ ⠀ Fotos: Vanina Batista (@vanina_ice)